A maior parte das instalações que visitamos já tem segurança. O que quase nenhuma tem é um sistema.
Como se chega aqui
Ninguém decide fazer as coisas em bocados. Acontece por acumulação: houve um assalto e instalou-se um alarme; um cliente exigiu câmaras e puseram-se câmaras; houve uma época complicada e contratou-se um vigilante para uns meses. Cada decisão fez sentido no dia em que foi tomada.
Cinco anos depois há três fornecedores, dois sistemas que não falam um com o outro, e ninguém com uma visão do todo. Quando alguma coisa corre mal, cada um explica que a sua parte funcionou.
Todas as peças funcionaram. O conjunto é que não existia.
O que muda quando se olha para o conjunto
Um levantamento sério começa por perguntar o que há a proteger, quando, e contra o quê — e essa conversa muda quase sempre a lista de compras. Aparecem lacunas que ninguém tinha visto, e aparece equipamento a mais que não estava a servir para nada.
É frequente sairmos de um levantamento a propor menos equipamento do que o cliente estava à espera. Não é modéstia comercial: é que a peça que faltava era coordenação, não hardware.
O que isto não resolve
Um plano bem feito não sobrevive a não ser revisto. As instalações mudam, as actividades mudam, e a análise de há três anos deixa de descrever o sítio. Um sistema de segurança é uma coisa que se mantém, não uma coisa que se instala.
Serviços relacionados com esta nota



